segunda-feira, 10 de junho de 2013

PROVA SUPERADA


Acabamos hoje, com sucesso os 450 km que nos ligaram de Aveiro a Azeitão em BTT, junto à costa ocidental portuguesa, saímos no dia 7 de Junho, da Praia da Barra em Aveiro e chegamos, esta tarde, dia 10 de Junho, dia de Camões e de Portugal, a Vila Fresca de Azeitão.

O nosso quinto passeio anual de aniversário correu de feição, realizamos o percurso, e o desafio a que nos propusemos, mesmo contra todas as adversidades que se nos depararam, associadas claro está, às condições atmosféricas, que como sabem não foram as melhores, chuva incessante durante os dois primeiros dias, só avistando o sol, no quarto dia, e já perto de casa na herdade da Apostiça, a cerca de 40 km de casa.

Quero deixar aqui em nome dos CicloBeatos, o agradecimento as famílias dos envolvidos no projecto, pois sem a sua conivência, nada teria sido possível, e em jeito de agradecimento especial, um nosso muito obrigado, ao irmão e cunhada do Zéi Jesus, o António Jesus e a Ana Catarina, e aos restantes familiares, que tão bem nos receberam e acolheram na sua morada no Mucifal (Colares-Sintra), assim como aos Bombeiros Voluntários de Colares e ao chefe Lourenço, não esquecendo, a simpatia e apoio dados, pelo amigo Jorge Rosado. Também uma enorme palavra de apreço aos pais do Zéi Carvalho, o Sr. Daniel e a Dona São, pela companhia e apoio, no final do primeiro dia e também pela maravilhosa recepção no final da nossa volta, um grande bem-haja, a este casal que apoiou a nossa aventura.

Os agradecimentos finais vão para o grupo dos onze (11) Zéis, os quais souberam sempre suportar as adversidades, mantendo sempre a calma, paciência e companheirismo, proporcionando sempre, momentos extremamente divertidos e acima de tudo, conseguindo sempre focar as atenções em prol dos objectivos do grupo, mesmo nos momentos mais difíceis.
Um forte abraço a todos os companheiros Zéis e uma grande salva de palmas para nós!
Conseguimos!

Para o ano, 2014, certamente também nos dias 7,8,9 e 10 de Junho, sexto aniversário dos CicloBeatos, iremos para a Beira Interior (Beira Alta/Beira Baixa), sairemos de Almeida, passando pela Serra da Estrela e por algumas aldeias históricas, finalizando em Penha Garcia, onde iniciamos o passeio em 2012.
Até lá... Treinar! Treinar! Para... Obter prazer!


Zéi Freitas, 67 anos

Zéi Serrão, 57 anos

Zéi Pombo, 54 anos

Zéi Dias, 52 anos

Zéi Sequeira, 50 anos

Zéi Viegas, 49 anos

Zéi Oliveira, 44 anos

Zéi Figueiredo, 43 anos

Zéi Jesus, 42 anos

Zéi Henriques, 38 anos

Zéi Carvalho, 33 anos


quinta-feira, 6 de junho de 2013

CICLOBEATOS "EM PASSEIO"


Como sabem iniciamos mais uma vez e pelo quinto ano consequetivo o nosso passeio anual de aniversário, este ano de 2013 denominado a Volta dos Zéis.
Saímos no dia 7 de Junho da Praia da Barra de Aveiro, com paragens em Praia de Mira, Cabo Mondego, Pedrogão, chegando e pernoitando em São Pedro de Moel. (135 km)
No dia 8 de Junho Saímos de São Pedro de Moel, paramos no Farol da Nazaré, São Martinho do Porto, Lagoa de Óbidos e chegada a Peniche onde dormiremos. (91 km)
No dia 9 de Junho arrancaremos de Peniche parando na Lourinhã, Foz do Sisandro, Ribeira de Ilhas, Bolembre e finalizaremos na Praia das Maças, indo dormir a Colares. (95 km)
No último dia de aventura, 10 de Junho, sairemos da Praia das Maças, fazendo paragens no Guincho, Belém, Aldeia do Meco e finalizaremos a nossa volta em Vila Fresca de Azeitão, local de onde saímos em 2009, rumo à primeira aventura (Azeitão-Sagres). (115 km)
Fazem parte da aventura deste ano onze (11) elementos, nove atletas e dois CicloBeatos de apoio, os participantes são os seguintes:














VOLTAMOS EM BREVE


quarta-feira, 5 de junho de 2013

SUBIDAS MÍTICAS DO PNA (PARTE I)

Quem gosta de BTT, certamente sabe o prazer que dá, o de chegar ao fim de uma boa subida... Por vezes é como o sentir do dever comprido, e na maior parte delas o troféu obtido, é o de simplesmente gozar de uma visão colossal sobre uma vasta área, que permanecendo em curvas de nível inferior, era quase impossível de desfrutar. Na maior parte das vezes em que se sobe, o esforço é recompensado.
 É a pensar em quem gosta de o fazer, que dedico inteiramente a primeira de seis partes, que irei publicar, sobre as subidas míticas do Parque Natural da Arrábida e arredores.
Faço notar que a ordem da publicação é aleatória, e não obedece nem segue nenhum critério de eleição, também em jeito de desafio aos leitores, gostaria que me indicassem no fim das seis publicações, quais as que faltam e que também deveriam entrar nesta enumeração.
Deixo-vos então com as primeiras cinco subidas... Bom esforço e desfrutem!


CAÍ-DE-COSTAS



Situada no lado Nascente da Serra de São Francisco, inicia-se no cruzamento do Moinho da Fonte do Sol, e é local de forte concentração dos amantes da modalidade, pois neste local, concentram-se três excelentes "spots" para a pratica do nosso desporto, os outros dois motivos, são a subida da Portela, e a descida radical do fio-dental.
Talvez seja a subida com maior mística do parque, não pela sua extensão, pois apenas têm cerca de 190 metros, mas pela sua extrema inclinação, especialmente em cerca de 60 metros, em que para a conquistar é necessário aliar a força, à técnica, levando a colocar todo o peso do corpo sobre o eixo dianteiro, de forma evitar fazer jus ao nome. Um dos truques para ultrapassar este obstáculo vertical, é chegar o mais possível ao lado esquerdo, pois do centro para a direita o resvalar é quase certo.
Outra das adversidades é a constante mudança de piso, que é de origem rochosa, mas que a mão humana teima em deitar brita, no local, tornando portanto muitas vezes a ascensão muito mais complicada aos "betetistas", uma coisa neste local é certa!... Quem não se chegar à frente... Caí-de-costas!

38°32'58.11"N

  8°57'41.06"O





PEDREIRAS SUL



Situa-se em pleno parque natural, é uma das "pedras no sapato" desta maravilhosa reserva natural, a Pedreira, situada entre as terras da Coutada Velha e da Achada, na localidade denominada por Pedreiras. Este é o maior local de extracção de pedra da região, no "Google Earth", pode-se avistar facilmente, tal a sua enorme área, para quem a visita, principalmente aos fins de semana, dá a sensação que está numa paisagem lunar, tal a imponência e aridez do local, posso afirmar que grande parte da obras da área metropolitana de Lisboa e Setúbal, tiraram matéria prima deste local.
A subida propriamente dita inicia-se no lado Norte, contorna o lado Nascente e acaba  praticamente a Sul da Pedreira, estendendo-se por cerca de 1.650 metros, no que se pode quase considerar uma ascensão com duas etapas. A primeira etapa inicia-se junto aos "pedregulhos" (na Coutada Velha), numa subida longa que se vai acentuando à medida que os metros avançam, e que castiga um pouco para a abordagem final ou segunda etapa, onde nos últimos 200 metros, a comparação com o Caí-de-costas é inevitável, têm inclinação e piso algo semelhantes, se bem que aqui exista menos tracção, pois a brita existente neste local é obra da natureza e permanente, também a percentagem elevada da inclinação mantêm-se durante muitos mais metros, particularmente, acho esta de nível de dificuldade mais elevado que a anterior.

Desde os pedregulhos :

 38°27'21.48"N

   9° 3'27.39"O

Final :

 38°26'43.26"N

  9° 3'23.44"O





FIM DO MUNDO


Nos arredores de Vila Fresca de Azeitão, a Norte, perto do alto do Cuco e do moinho com o mesmo nome, existe um local que ao que se diz, há muitos anos atrás, começou a ser apelidado de Fim do Mundo, certamente porque ficava longe da localidade mais próxima, acabava num promontório, e dali para a frente só existia a inclinada falésia, e só se avistava floresta e a Serra da Arrábida, o nome assentava como uma luva, e foi ficando até hoje, até talvez durante alguns anos tenha deixado de ser pronunciado, depois veio o "BTT" e voltou à ribalta.
Porém também já foi certamente chamada de Rampa, pois existe uma quinta com esse nome a meio da subida, de qualquer modo o inicio situa-se na Portela da Sardinha, agora há pouco tempo até têm direito a placa, com o nome, junto à primeira curva, estende-se por 650 metros, acabando junto ao Casal dos Cortiço.
O inicio começa com algumas curvas, sendo que a última se encontra bastante danificada, cheia de regos de água, e entulho de obras, que se prolongam até à entrada da Quinta da Rampa, é uma subida com muita inclinação, e quando é feita nos dias de sol e calor, tem pouco onde nos podemos abrigar para temperar o esforço. Uma das características únicas do local é a possibilidade de se puder optar, por três finais diferentes rumo ao Casal dos Cortiços, o mais óbvio é o do trilho original, porém já existem muitos a subir pelo trilho intermédio, mais vertical e bastante técnico, pois têm regos de água e raízes.
Quanto à terceira opção ainda não vi ninguém a subir... Mas ela está lá, faz parte do "aceiro" que vêm da Portela da Sardinha, e têm 80 metros de comprimento, regos, raízes e certamente muito mais de 20% de inclinação... Quem já tentou!? Certamente será o Fim do Mundo!

 38°30'40.47"N

   8°59'34.51"O




ESCUDEIRA


Situada entre o Vale de Barris e a Serra de São Luís, inicia-se junto à ponte da ribeira de Corva e estende-se durante 700 metros, muito inclinados, passando a meio da subida e a Poente pela capela que dá nome à subida, e terminando junto ao Moinho da Páscoa.
Não sendo uma subida técnica, é de dificuldade elevada já que a partir do meio, empina mais um pouco mantendo-se em inclinado até bem perto do final, de notar que em dias de sol forte e calor, redobra a dificuldade pois encontra-se bem exposta ao astro rei, praticamente sem abrigos o que a torna um osso duro de roer. Aconselhas-se nesses dias a sua subida bem perto da alvorada ou de preferência ao entardecer.
Muito utilizada no sentido descendente, pois a sua extensão e qualidade de piso, dão a quem gosta de descer, uma radical sensação de "ultimate rush", porém acontecem por ali vários acidentes, devido às características que anteriormente mencionei.

Capela da Escudeira

Localizada na vertente a norte da Serra de São Luís (Vale dos Barris), de invocação a N.ª Senhora da Conceição, data a sua fundação a meados do séc. XVIII.


Relacionada com este culto mantém-se a romaria anual de Nossa Senhora da Conceição da Escudeira, que tem lugar no fim-de-semana mais próximo à data de 15 de Agosto. 

Observações: Propriedade privada.

 38°33'0.10"N

  8°55'49.92"O




COBRA 


A subida propriamente dita inicia-se na localidade da Baixa de Palmela e estende-se durante aproximadamente 1970 metros, contabilizando o somatório da Estrada da Cobra (terra batida) mais a Rua Afonso de Albuquerque (asfalto), acabando na Vila "altaneira" de Palmela, e no cruzamento com a Rua Hermenegildo Capelo.
Não sendo uma subida de dificuldade elevada, até pelo contrário, tinha de constar nesta lista de ascenções míticas, pois não existe praticamente nenhum "betetista" na região, que não a conheça ou não tenha ouvido falar dela.
Para mim é das subidas mais monótonas do Parque, pois é extensa, nada técnica (não dá pica!), o solo é bastante irregular, cheio de sulcos, que impedem o rolar com ritmo constante; nos dias de calor ou pouca chuva a poeira levantada pelos inúmeros veículos com motor, que a utilizam para atalhar quilómetros, tornam-a um destino a evitar. Como excelentes motivos de interesse, têm a deslumbrante vista, sobre o Vale de Barris, a cidade de Setúbal e o Estuário do Sado e Península de Tróia, e claro está, que não podemos ficar alheios à constante companhia do "altaneiro" castelo de Palmela, que para "desenjoar" fornece a quem a sobe, um tónico revigorante de incentivo.
É aconselhada aos principiantes na modalidade, e iniciantes no "modo" subir...

 38°33'32.61"N

  8°53'50.73"O



CONTINUA...

(BREVEMENTE A PARTE II)

domingo, 2 de junho de 2013

REPETECO


Significado de Repeteco

Repeteco sm (de repetir) gíria brasileira, 1. Repetição: A lotaria repetiu o prémio, foi um repeteco geral. 
2. Retransmissão em vídeo tape de um lance, geralmente desportivo: Só no repeteco é que se comprovou o fora de jogo do atacante.


Hoje saímos de Vila Nogueira de Azeitão, num grupo composto por seis elementos, todos integrantes do elenco da Volta dos Zéis, para descomprimir rolamos os primeiros 10 km sendo que cerca de metade em terrenos um pouco arenosos.

Depois chegamos à aldeia das pedreiras e avistamos um largo grupo de seres vivos a descansar, provavelmente fruto do cansaço provocado por uma grande festa realizada durante a madrugada na nossa região, ainda ficamos um pouco à procura, de um dos nossos elementos do grupo, que participou nessa festa, mas não o conseguimos vislumbrar, certamente estaria à sombra...


Novamente em terrenos da Achada, rumamos mais uma vez à radical descida da Achada para a Meia Velha, após termos trepado pela longa e empedrada subida que vêm desde o casario abandonado.
No "singletrack" e a descer, tempo para a mais várias posições fotográficas, proporcionando os momentos mais belos do dia.












Após a passagem pelo Facho de Santana , regressamos à aldeia das Pedreiras, onde decidimos rumar às terras do Risco, numa opção, onde apenas me resta, pedir desculpas ao companheiro Viegas, pois não me lembrei da sua possível, recaída da lesão no joelho em vésperas do nosso evento e arrastei o grupo para o evitável, empedrado "singletrack" que atravessa parte da Coutada Velha, onde veio a acontecer um pequeno incidente que nos levou a abortar a volta de hoje, neste local. O possível empeno do "cepo" da bicicleta do Hipólito, incidente que também já me aconteceu há algum tempo atrás, curiosamente em terrenos próximos de onde andávamos hoje. Abortámos a volta, regressamos ao "estradão" de Calhariz, e depois ao asfalto da estrada dos Casais da Serra, dando por findo o passeio, perto das 11.00 no ponto de partida, com 34 km e 567 metros de acumulado em subidas.


"Climbing" na Meia Velha/Achada