domingo, 16 de outubro de 2011

O NOSSO DESTINO SEGUNDO O RENATO


Este Domingo foi a vez do Renato escolher o destino do nosso passeio, tudo começou durante a semana com o desenhar da volta no Google earth, em que o Renato animadamente ia marcando pontinhos no mapa sem ligar muita importância à altimetria, que o seu percurso escolhido, já possuía, posso dizer-vos que o início, o meio e o fim da volta seriam subir, subir e ainda subir mais... Tive até de o lembrar que ele, vinha de uma lesão no joelho e era melhor poupar-se um pouco, o que o levou a alterar um pouco o destino da volta, e suavizando bastante o final da mesma.
Parece que eu estava a adivinhar que esta semana, voltaríamos a contar com a companhia do nosso amigo Tiago Antunes, que já há algum tempo não nos dava o prazer da sua companhia, e que se encontra com as pernas um pouco enferrujadas... De facto ao suavizar a volta, involuntariamente estava a poupar uma grande "tareia" ao nosso amigo Tiago, pois de outro modo o Renato tinha-nos feito subir em espiral a algumas das árvores mais altas do percurso.


Pois bem meus amigos, esta semana, para além da presença do Tiago, contamos também com o Pedro Maricato, os outros quatro ciclistas do dia, foram o Hipólito, o Fernando Oliveira, o Mário e o protagonista da idealizada volta do "sobe-sobe", o nosso amigo Renato.
Para começar fomos directos à Quinta da Califórnia, onde tomamos o rumo do Fim-do-Mundo, Quinta da Urze, e entrada na estrada dos Picheleiros, para nos desviarmos, para a já nossa velha conhecida subida da Louriceira, que nos leva até à estrada da Rasca, aqui e em frente do Café, pela primeira vez subimos por um aceiro, em que normalmente fazemos no sentido descendente, e que nos levou até à zona do Forte de Milregos, onde experimentamos um novo atalho para o parque da Comenda.
Seguidamente fomos e sempre a subir, por asfalto pela estrada 1056 (a das Oliveirinhas) até à N10, onde a atravessamos para continuar a subir mais um pouco até à Capela de São Luís da Serra, onde mais uma vez tiramos a foto da praxe (pena ter ficado mal), depois dirigimo-nos pelo atalho até à estrada do Rego de Água, onde entramos nas serras de Alcube, e pelo novo aceiro, perto do Casal do Carapuço, fomos ter à estrada paralela à Ribeira de Alcube, e a subir continuamos, até as Oliveirinhas na estrada do Vale de Barris.
Daqui seguimos novamente no sentido ascendente pela Portela, e voltamos para a Fonte do Sol, onde regressamos ao magnifico "singletrack" do Cabeço das Torres, que nos conduz até as Cabanas e à N379, de salientar que este "singletrack" está cada vez melhor, apenas têm uma interrupção causada por uma enorme arvore caída e que está mesmo a necessitar que alguém lá vá com uma motosserra e a corte, para nos proporcionar uma descida em alta velocidade e cheia de adrenalina, passando pelo Casal abandonado e acabando junto à nacional.
A partir deste local foi uma volta "relax", privilegiando a rotação das pernas, onde rolamos durante uns 15 km, desde as Cabanas, com passagem pelo Troviscal, Várzea e Rossas das Cabanas, Fundo da Vala, atravessamos as Boiças e a estrada privada do Sr. Xavier de Lima, depois fomos pela zona de Rio de Lagos e com muita areia chegamos ao Vale Florete, depois cruzamos a N10, continuamos pelo Pinhal de Negreiros e entramos nos Brejos de Azeitão, rolamos pela zona de Casal de Bolinhos e passamos junto à quinta do Picão, e após atravessarmos a N379, fomos por Oleiros onde entramos na Rua José Augusto Coelho, para terminar a volta do Renato junto ao local de partida.


Esta semana fizemos cerca de 40 km, com 793 metros de altimetria, para a semana é a vez do Flávio escolher o passeio domingueiro, portanto conto convosco no local do costume, à hora do costume, para mais uma manhã muito bem passada junto destes companheiros do pedal.
Mais uma passagem pela Califórnia
Descida do Fim-do-Mundo, mostrando o seu lado místico, envolta em nevoeiro
Subida da Louriceira perto do Casal da Amorena

O Pedro e o Hipólito

Ó Mário! Prefiro as poses artisticas a este beiçinho, bem descaido...

O "Torturador" do dia...

O Regresso do nosso amigo Tiago

 
No Forte de Milregos a caminho da Comenda
Ená... Ená! Já apareço nas fotos e ainda por cima a descer...
Milagrosa fonte da Comenda
Ribeira da Comenda
 
Ruinas da Quinta da Moura

São Luís da Serra



A Capela num angulo pouco visto nas fotos

O nevoeiro continuava a cobrir a Arrábida

De Alcube para a Portela


Oliveirinhas

Lá em cima o Fio Dental com artistas em acção

Ao fundo subida da Portela


Vale de Alcube visto da Portela

Inicio do Caí-de-Costas, para quem o sobe...

Inicio do singletrack no Cabeço das Torres



Tinhas razão Pedro!... Das fotos todas que tirei, só ficou mesmo a tua melhor parte...

Passagem pelo Vale Florete


domingo, 9 de outubro de 2011

MINAS DO LOUSAL



A Mina do Lousal (ou Louzal) e a respectiva aldeia mineira correspondem a um antigo couto mineiro, explorado desde o final do século XIX. Localiza-se na freguesia de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, concelho de Grândola, distrito de Setúbal, Portugal. A mina tinha ligação, desde 1915, ao designado Ramal do Sado, actual Linha do Sul.

A mina de pirites fica situada no extremo noroeste da Faixa Piritosa Ibérica da designada Zona Sul Portuguesa, onde se situam igualmente as minas de Canal Caveira, Aljustrel, Neves Corvo e São Domingos e que se prolonga em Espanha para além das minas de Rio Tinto.
Embora a região tenho sido povoada desde a Idade do Cobre, como atestam os monumentos megalíticos e o Castelo Velho do Lousal, é no final do século XIX que se inicia a moderna exploração da mina.
Durante a década de 1940 a aquisição das "Mines et Industrie" e da "Minas da Caveira" por Antoine Velge, presidente da SAPEC de Setúbal, empresa de fabricação de adubos químicos, conduz ao incremento dos trabalhos mineiros.
É durante os anos 1950, sob a direcção de Frédéric Velge e Günter Strauss que esta mina de pirite se vai tornar numa das mais modernas de Portugal.
Com a crise da produção industrial de enxofre, nos anos oitenta, as minas da faixa piritosa vão sucessivamente encerrando. Em 1988, foi encerrada a extracção no Lousal.


Com o encerramento da mina a aldeia entra em decadência até que, no início dos anos noventa, a Câmara Municipal de Grândola e a Fundação Frédéric Velge iniciam um programa de revitalização do Lousal (RELOUSAL). O programa tem por base a criação de uma nova espacialização territorial assente no turismo cultural, com reforço da identidade mineira, destacando-se o Museu Mineiro do Lousal e o Centro Ciência Viva do Lousal.

Pois foi meus amigos! Este domingo fomos para o Complexo Mineiro do Lousal, conforme sugestão feita pelo nosso confrade Flávio, descendente de antigos residentes e trabalhadores deste complexo mineiro, e como é do vosso conhecimento, nós gostamos de nos deslocar a locais com alguma história, portanto, aliando à nossa vontade de pedalar, juntamos o "útil ao agradável" e lá fomos nós para o Lousal.

A nossa saída foi pelas 6.15 de Azeitão, contando na comitiva com o Francisco Almeida (CicloBeato de apoio), o Hipólito, o Fernando, o Mário, o Flávio e o Renato, tomamos o rumo do IC1, parando para o cafezinho já próximo de Grândola, depois chegamos ao nosso destino, e por volta das 8.30 estávamos a pedalar, de salientar neste início de volta, o frio que se fez sentir, e a fazer-nos lembrar de que realmente estamos no Outono.

Ao fim de 5 quilómetros já não se notava frio algum, e à medida que fomos completando quilómetros, já nem sequer nos lembrávamos daquele áspero início de dia, pelo contrário, quando terminamos o passeio por volta das 12.30, já se fazia notar o típico calor do Alentejo, a única diferença é que certamente estariam 30º centigrados em pleno Outubro, o que até deu para tomarmos um banhinho de ablução, ao ar livre, num local destinado ao parqueamento e abastecimento de auto caravanas.


Durante o passeio de hoje percorremos 60 km em 4.25 horas, o acumulado de subidas foi de 426 metros, sendo que estivemos parados cerca de 25 minutos.

Mata bicho perto de Grândola

Local de saída nas Minas do Lousal



Intervenientes prontos para começar a "loucura do dia-a-dia"

A nossa estranha obsessão por marcos geodésicos

Mais um para a colecção...
Rolling...


Na povoação de outeiro do Lobo junto ao chafariz

Barragem de Corona, perto da povoação de Abela





Brincando na ribeira de Corona





Andamos também varios quilometros em areia


Passagem sem guarda, numa linha já nossa conhecida...

... quando fizemos o passeio Azeitão/Algarve, na região de Bragada.
Pedalando junto ao canal

Alvalade do sado



Outro encontro... E não se esqueçam que os animais são nossos amigos

Linha do Sul

Curso de Água



Lado nascente da barragem do Lousal

Ponte da Barragem


Barragem do Lousal
Habitações das Minas do Lousal


Minas do Lousal






Local onde tomamos o fabuloso banhinho de ablução

Zona central do Lousal





Passeio Cicloturistco nas Minas do Lousal

Não posso deixar de adicionar como nota final, que foi um bom passeio, feito num percurso praticamente plano, ou contrário do Alentejo que nós os CicloBeatos conhecemos... Este percurso é o ideal para desentorpecer as pernas, já que rolamos numa boa média de 15 km/hora, essencialmente em terra (fizemos 5 km em asfalto), também gostaria de repetir esta deslocação, talvez no Inverno, pois tenho curiosidade de verificar, se não rolaríamos bastante melhor num dia em que o solo se encontra-se um pouco molhado (não encharcado nem enlameado), de qualquer modo é certamente um bom local para fugirmos à rotina do duro "sobe e desce" da nossa região.

Para a semana seria o Flávio a desenhar a volta, mas na impossibilidade deste nos acompanhar será o Renato a fazer as honras do passeio domingueiro, quero também aqui voltar a deixar uma reflexão...
Os passeios escolhidos à vez, por cada um dos elementos do CicloBeatos são para realizar dentro ou perto do Parque Natural da Arrábida, todos os percursos idealizados para fora desta região serão consideradas, voltas extra ou fora da região.
Outro dos pontos em que gostaria de voltar a tocar, é a altimetria exagerada, e quilómetros em demasia, na escolha de volta pelos membros do grupo, lembrem-se que ser razoável é meio caminho andado para o sucesso do passeio e para a satisfação de todos os intervenientes... Como se costuma dizer tudo o que é demais não presta! Portanto meus amigos sejam razoáveis na escolha dos percursos... E volto a frisar... Dureza sim! Mas com jeitinho!...